Programa ALE · Redes Municipais de Educação

O aluno entra na sua rede conectado. E sai dela desencantado.

A Secretaria tem dados de matrícula, transporte e merenda. Não tem dados do que os alunos estão sentindo, escola por escola, série por série.

O Programa ALE transforma a escuta de alunos, professores e famílias em indicadores, alertas de risco e relatórios, por escola e para a rede inteira. A Secretaria passa a enxergar clima, violência e desgaste docente antes que virem ocorrência, afastamento ou queda no IDEB.

Metodologia validada em 26 mil escolas nos EUA Em operação em escolas públicas e particulares de SP Sem hardware, sem instalação e sem integração de sistemas
Em operação agora: +650 escutas · +500 alunos · rede pública e particular
O problema de gestão

As três contas mais caras da educação municipal são pagas sem aviso.

Quando o problema chega à mesa da Secretaria, ele já virou ocorrência, afastamento ou estatística. Os sinais existiam antes, dentro das escolas. Faltava um instrumento que os capturasse a tempo.

📉

Aprendizagem e IDEB

Aluno desencantado não aprende. A queda de engajamento no Fundamental II antecede a queda dos indicadores, e ninguém mede o engajamento.

🆘

Violência e dever de cuidado

Bullying, autolesão e conflito dão sinal antes do caso grave. Sem escuta sistemática, a rede só descobre quando vira boletim de ocorrência.

👥

Equipe docente

O desgaste do professor cresce em silêncio até virar afastamento, licença e falta de profissional em sala. O custo cai na folha e na aprendizagem.

O contexto nacional tornou essa lacuna mais séria. Em 2023, o sistema de saúde registrou mais de 13 mil crianças e adolescentes vítimas de violência ligada à escola. Pesquisas independentes estimam que cerca de 6,7 milhões de estudantes, 1 em cada 9, passaram por alguma violência escolar no último ano.

6,7 mi
de estudantes (1 em cada 9) sofreram violência escolar no último ano.
13 mil
vítimas registradas pelo sistema de saúde só em 2023.
39%
dos adolescentes de 13 a 17 anos já sofreram bullying.

A maior parte desses casos acontece no Ensino Fundamental. Ou seja: dentro das redes municipais.

Fontes: Ministério da Saúde (SINAN/Datasus) · DataSenado/Senado · IBGE (PeNSE). Dados públicos, 2019–2023.

O que estamos medindo

O Vale do Desencanto começa dentro da rede municipal.

Numa escola em operação, o bem-estar dos alunos entra alto no 6º ano, dá um mergulho no 7º, recupera no 8º e 9º, e despenca de novo na entrada do Ensino Médio. Todo o Fundamental II está sob responsabilidade do município, é exatamente onde dá pra agir antes que o aluno chegue ao fundo do vale.

Primeiros dados · escolas em operação

O mergulho começa no Fundamental II. Nos seus anos.

5º
3,16
6º
3,30
7º
2,62
8º
3,16
9º
3,12
1º EM
2,53

Bem-estar dos alunos série a série, numa escola em operação, escala 0 a 5. O "duplo mergulho": cai no 7º ano, recupera, e despenca de novo na entrada do Ensino Médio. Amostra em expansão, atualizada a cada nova rede que entra.

A pergunta que o ALE responde para a Secretaria não é se o vale existe. É onde ele é mais fundo na sua rede: em qual escola, em qual série, por qual motivo. Com isso, a política pública deixa de ser genérica e passa a mirar onde o dado aponta.

Como funciona

Escuta nas escolas. Inteligência na Secretaria.

1

Escuta individual e anônima

Alunos do 5º ao 9º ano, professores e famílias participam de conversas estruturadas de 15 minutos, conduzidas pelo Will IA, o assistente do programa. Sem identificação, no calendário que a rede definir.

2

As respostas viram indicadores

Cada conversa é convertida em métricas de clima, bem-estar, comportamento e desgaste docente, com base em modelos científicos consolidados (PBIS e Big Five).

3

Painel por escola e visão da rede

Cada diretor acompanha a própria escola. A Secretaria enxerga a rede inteira: comparativo entre escolas, séries críticas e evolução ao longo do ano.

4

Alertas e relatórios

Sinais de risco grave geram alerta imediato à equipe da escola. Relatórios consolidados apoiam a Secretaria na prestação de contas e no desenho das ações da rede.

O que a Secretaria passa a enxergar

Da média da rede ao aluno em risco.

🗺️

O mapa da rede

Clima e bem-estar por escola e por série, comparáveis entre si. A Secretaria descobre onde o vale é mais fundo e direciona recursos com evidência, não por impressão.

🚨

O risco antes do caso

Sinais de autolesão, violência e bullying severo geram alerta imediato à equipe da escola, preservando o anonimato do aluno. O acolhimento é sempre humano.

📋

Evidência para a gestão

Relatórios consolidados documentam a escuta da rede: base para prestação de contas, conselhos, imprensa e continuidade das políticas entre gestões.

Governança e limites

A inteligência é artificial. As decisões são humanas.

Ceticismo em relação à IA é legítimo e saudável na educação pública. Por isso o programa opera com limites explícitos: a tecnologia faz a escuta na escala que nenhuma equipe alcançaria, e devolve o mapa. Quem cuida, decide e forma continua sendo a escola e a Secretaria.

O que o Will IA não faz
  • ✕Não decide nenhuma conduta sobre nenhum aluno. Ele aponta o sinal; a decisão é da escola e da rede.
  • ✕Não substitui professor, coordenador nem orientador. Fornece a essas pessoas informação para agirem melhor.
  • ✕Não emite diagnóstico e não conversa com o aluno fora do que a rede autoriza.
  • ✕Em sinal de risco, quem é acionada é a equipe da escola. O acolhimento é sempre humano.
  • ✕Não revela quem disse o quê. O anonimato é condição do programa, inclusive para a própria escola.
Em operação · 2026

Resultados de campo.

O ALE opera em escolas públicas e particulares de São Paulo, do Ensino Fundamental ao Médio. Abaixo, o consolidado da operação.

17
sinais de risco detectados nas conversas, levados à escola
+650
escutas válidas (alunos, professores e famílias)
+500
alunos ouvidos
87%
qualidade alta nas conversas com alunos · média da operação

O que os alunos disseram sobre o Will IA

"

ele me escuta de vdd

— aluno do Fund I
"

de nada, não foi nada... e como você acha que eu estou?

— aluno do Fund II
"

oq vc achou da nossa entrevista?

— aluno do Ensino Médio

Registros literais de alunos ao fim das conversas. Sistema 100% anônimo: nem a escola sabe quem disse o quê.

Base científica

Não inventamos um questionário. Adaptamos a ciência.

PBIS: a ciência da convivência

26.000 escolas

Criado na Universidade do Oregon nos anos 1990, com décadas de evidência (num estudo controlado, queda de 33% em problemas de disciplina). É ciência consolidada lá fora e ainda pouco conhecida no Brasil. O ALE coloca esse método pra trabalhar dentro da sua escola, adaptado à realidade daqui.

Bradshaw et al., Pediatrics, 2012.

Big Five

413.000 estudantes

O modelo de personalidade mais validado pela ciência. Cinco traços que explicam como cada pessoa se comporta. Numa meta-análise, a organização explicou até 27,8% do rendimento escolar.

Mammadov, J. of Personality, 2022.

Neurociência do adolescente

A leitura parte de como o cérebro do adolescente sente, reage e decide. Vem da especialidade do William, pós-graduado em Neurociência do Comportamento, da vivência dele como professor e dentro de universidades, e da troca constante com profissionais de todas as áreas que lidam com adolescentes.

Anonimato: a verdade aparece

Gente identificada responde o que é seguro responder. No anônimo, fala o que sente. Um professor não assina embaixo de uma crítica à escola onde trabalha; um aluno não conta pro adulto o que conta no anônimo. Por isso o ALE é 100% anônimo, com aluno, professor, pais e coordenação. É o que torna o dado verdadeiro.

Sinalização, não diagnóstico

O ALE não dá laudo, não rotula e não faz papel de psicólogo. Ele mostra pra escola onde olhar e, em caso de risco grave, aciona na hora a pessoa certa. E é um apoio aos profissionais de psicologia, psiquiatria, pediatria e medicina: os relatórios que o programa gera ajudam o trabalho de quem cuida do aluno. Soma com o cuidado clínico, não substitui.

Referências bibliográficas ▾

PBIS · base da convivência e do comportamento

Sugai, G. & Horner, R. (2002). The evolution of discipline practices: School-wide positive behavior supports. Child & Family Behavior Therapy, 24(1-2), 23-50. doi.org/10.1300/J019v24n01_03
Horner, R. H., Sugai, G., Smolkowski, K. et al. (2009). A randomized, wait-list controlled effectiveness trial assessing school-wide positive behavior support in elementary schools. Journal of Positive Behavior Interventions, 11(3), 133-144. doi.org/10.1177/1098300709332067
Bradshaw, C. P., Mitchell, M. M. & Leaf, P. J. (2010). Examining the effects of schoolwide positive behavioral interventions and supports on student outcomes. Journal of Positive Behavior Interventions, 12(3), 133-148. doi.org/10.1177/1098300709334798
Bradshaw, C. P., Waasdorp, T. E. & Leaf, P. J. (2012). Effects of school-wide positive behavioral interventions and supports on child behavior problems. Pediatrics, 130(5), e1136-e1145. doi.org/10.1542/peds.2012-0243
Lee, A. & Gage, N. A. (2020). Updating and expanding systematic reviews and meta-analyses on the effects of school-wide positive behavior interventions and supports. Psychology in the Schools, 57(5), 783-804. doi.org/10.1002/pits.22336

Big Five · base da leitura de perfil

Goldberg, L. R. (1990). An alternative "description of personality": The Big-Five factor structure. Journal of Personality and Social Psychology, 59(6), 1216-1229. doi.org/10.1037/0022-3514.59.6.1216
McCrae, R. R. & John, O. P. (1992). An introduction to the five-factor model and its applications. Journal of Personality, 60(2), 175-215. doi.org/10.1111/j.1467-6494.1992.tb00970.x
Roberts, B. W., Kuncel, N. R., Shiner, R., Caspi, A. & Goldberg, L. R. (2007). The power of personality: The comparative validity of personality traits, SES, and cognitive ability for predicting important life outcomes. Perspectives on Psychological Science, 2(4), 313-345. doi.org/10.1111/j.1745-6916.2007.00047.x
Poropat, A. E. (2009). A meta-analysis of the five-factor model of personality and academic performance. Psychological Bulletin, 135(2), 322-338. doi.org/10.1037/a0014996
Mammadov, S. (2022). Big Five personality traits and academic performance: A meta-analysis. Journal of Personality, 90(2), 222-255. doi.org/10.1111/jopy.12663
Contratação

Modelo simples, dimensionado por aluno. Começa por uma escola piloto.

⚡ O que está incluído
  • Escuta contínua de alunos (5º ao 9º ano), professores e famílias
  • Painel por escola para cada diretor + visão consolidada da rede para a Secretaria
  • Alerta de risco em tempo real à equipe da escola
  • Relatórios consolidados para a Secretaria, prontos para prestação de contas
  • Sem hardware, sem instalação e sem integração com os sistemas da rede
  • Onboarding das equipes incluído
  • 1 leitura presencial dos resultados com William Borghetti por ano

O investimento é calculado por aluno participante, por ano, dimensionado ao tamanho da rede. Em boa parte dos municípios, o valor se enquadra nas modalidades mais simples de contratação pública; nossa equipe apresenta a documentação de enquadramento junto com a proposta. O caminho recomendado: começar por uma escola piloto, ver o painel funcionando com dados reais da rede, e então decidir a expansão.

Pedir o Raio X do meu município →

Apresentação de 30 minutos com o diagnóstico educacional público do seu município. Sem compromisso.

FAQ

Perguntas frequentes das Secretarias.

Depende do tamanho da rede. Pelo modelo por aluno, o valor anual de redes pequenas e médias frequentemente se enquadra nas modalidades mais simples de contratação pública. Nossa equipe entrega a documentação de enquadramento junto com a proposta, para a análise da procuradoria do município.
Toda conversa é anônima. O Will IA não solicita nome, telefone nem dados identificáveis. Os painéis apresentam apenas dados agregados, por escola, série e dimensão. Em caso de alerta de risco, a equipe da escola recebe turma e horário, preservando o anonimato do aluno.
Não há instalação nem hardware. A escuta acontece pelos dispositivos que a escola já usa (laboratório, tablets ou celulares, conforme a realidade local), uma turma por vez, em sessões de cerca de 15 minutos por participante. O foco no 5º ao 9º ano respeita a realidade de conectividade das redes.
Não. O programa entrega às equipes a informação que elas não têm como coletar sozinhas, na escala de milhares de alunos. O cuidado, a formação e as decisões continuam com as pessoas da rede.
No piloto, o painel já opera com a primeira escola. Com a coleta completa, a Secretaria tem o diagnóstico consolidado da rede em poucas semanas, e a partir daí o acompanhamento é contínuo, com comparativos ao longo do ano letivo.
Os dados e relatórios são da rede, não da gestão. A série histórica continua, e é justamente ela que protege a continuidade das políticas: a próxima equipe recebe o mapa pronto, em vez de começar do zero.
Não. O Will IA escuta e organiza o que ouviu. Nenhuma conduta sai dele. Ele indica onde olhar; quem decide é sempre a escola e a Secretaria, com apoio do nosso time na leitura dos resultados.

Comece pelo Raio X do seu município.

Levamos para a conversa o diagnóstico educacional público da sua cidade (IDEB, distorção idade-série, indicadores por escola) e mostramos o painel do ALE funcionando. Em 30 minutos, a Secretaria sabe exatamente o que a rede ganharia ao enxergar o que hoje é invisível.

Pedir o Raio X do meu município → Ver painel demonstrativo

Atendimento por WhatsApp, em horário comercial. Sem compromisso.