A Secretaria tem dados de matrícula, transporte e merenda. Não tem dados do que os alunos estão sentindo, escola por escola, série por série.
O Programa ALE transforma a escuta de alunos, professores e famílias em indicadores, alertas de risco e relatórios, por escola e para a rede inteira. A Secretaria passa a enxergar clima, violência e desgaste docente antes que virem ocorrência, afastamento ou queda no IDEB.
Quando o problema chega à mesa da Secretaria, ele já virou ocorrência, afastamento ou estatística. Os sinais existiam antes, dentro das escolas. Faltava um instrumento que os capturasse a tempo.
Aluno desencantado não aprende. A queda de engajamento no Fundamental II antecede a queda dos indicadores, e ninguém mede o engajamento.
Bullying, autolesão e conflito dão sinal antes do caso grave. Sem escuta sistemática, a rede só descobre quando vira boletim de ocorrência.
O desgaste do professor cresce em silêncio até virar afastamento, licença e falta de profissional em sala. O custo cai na folha e na aprendizagem.
O contexto nacional tornou essa lacuna mais séria. Em 2023, o sistema de saúde registrou mais de 13 mil crianças e adolescentes vítimas de violência ligada à escola. Pesquisas independentes estimam que cerca de 6,7 milhões de estudantes, 1 em cada 9, passaram por alguma violência escolar no último ano.
A maior parte desses casos acontece no Ensino Fundamental. Ou seja: dentro das redes municipais.
Fontes: Ministério da Saúde (SINAN/Datasus) · DataSenado/Senado · IBGE (PeNSE). Dados públicos, 2019–2023.
Numa escola em operação, o bem-estar dos alunos entra alto no 6º ano, dá um mergulho no 7º, recupera no 8º e 9º, e despenca de novo na entrada do Ensino Médio. Todo o Fundamental II está sob responsabilidade do município, é exatamente onde dá pra agir antes que o aluno chegue ao fundo do vale.
Bem-estar dos alunos série a série, numa escola em operação, escala 0 a 5. O "duplo mergulho": cai no 7º ano, recupera, e despenca de novo na entrada do Ensino Médio. Amostra em expansão, atualizada a cada nova rede que entra.
A pergunta que o ALE responde para a Secretaria não é se o vale existe. É onde ele é mais fundo na sua rede: em qual escola, em qual série, por qual motivo. Com isso, a política pública deixa de ser genérica e passa a mirar onde o dado aponta.
Alunos do 5º ao 9º ano, professores e famílias participam de conversas estruturadas de 15 minutos, conduzidas pelo Will IA, o assistente do programa. Sem identificação, no calendário que a rede definir.
Cada conversa é convertida em métricas de clima, bem-estar, comportamento e desgaste docente, com base em modelos científicos consolidados (PBIS e Big Five).
Cada diretor acompanha a própria escola. A Secretaria enxerga a rede inteira: comparativo entre escolas, séries críticas e evolução ao longo do ano.
Sinais de risco grave geram alerta imediato à equipe da escola. Relatórios consolidados apoiam a Secretaria na prestação de contas e no desenho das ações da rede.
Clima e bem-estar por escola e por série, comparáveis entre si. A Secretaria descobre onde o vale é mais fundo e direciona recursos com evidência, não por impressão.
Sinais de autolesão, violência e bullying severo geram alerta imediato à equipe da escola, preservando o anonimato do aluno. O acolhimento é sempre humano.
Relatórios consolidados documentam a escuta da rede: base para prestação de contas, conselhos, imprensa e continuidade das políticas entre gestões.
Ceticismo em relação à IA é legítimo e saudável na educação pública. Por isso o programa opera com limites explícitos: a tecnologia faz a escuta na escala que nenhuma equipe alcançaria, e devolve o mapa. Quem cuida, decide e forma continua sendo a escola e a Secretaria.
O ALE opera em escolas públicas e particulares de São Paulo, do Ensino Fundamental ao Médio. Abaixo, o consolidado da operação.
ele me escuta de vdd
— aluno do Fund Ide nada, não foi nada... e como você acha que eu estou?
— aluno do Fund IIoq vc achou da nossa entrevista?
— aluno do Ensino MédioRegistros literais de alunos ao fim das conversas. Sistema 100% anônimo: nem a escola sabe quem disse o quê.
Criado na Universidade do Oregon nos anos 1990, com décadas de evidência (num estudo controlado, queda de 33% em problemas de disciplina). É ciência consolidada lá fora e ainda pouco conhecida no Brasil. O ALE coloca esse método pra trabalhar dentro da sua escola, adaptado à realidade daqui.
Bradshaw et al., Pediatrics, 2012.
O modelo de personalidade mais validado pela ciência. Cinco traços que explicam como cada pessoa se comporta. Numa meta-análise, a organização explicou até 27,8% do rendimento escolar.
Mammadov, J. of Personality, 2022.
A leitura parte de como o cérebro do adolescente sente, reage e decide. Vem da especialidade do William, pós-graduado em Neurociência do Comportamento, da vivência dele como professor e dentro de universidades, e da troca constante com profissionais de todas as áreas que lidam com adolescentes.
Gente identificada responde o que é seguro responder. No anônimo, fala o que sente. Um professor não assina embaixo de uma crítica à escola onde trabalha; um aluno não conta pro adulto o que conta no anônimo. Por isso o ALE é 100% anônimo, com aluno, professor, pais e coordenação. É o que torna o dado verdadeiro.
O ALE não dá laudo, não rotula e não faz papel de psicólogo. Ele mostra pra escola onde olhar e, em caso de risco grave, aciona na hora a pessoa certa. E é um apoio aos profissionais de psicologia, psiquiatria, pediatria e medicina: os relatórios que o programa gera ajudam o trabalho de quem cuida do aluno. Soma com o cuidado clínico, não substitui.
PBIS · base da convivência e do comportamento
Big Five · base da leitura de perfil
O investimento é calculado por aluno participante, por ano, dimensionado ao tamanho da rede. Em boa parte dos municípios, o valor se enquadra nas modalidades mais simples de contratação pública; nossa equipe apresenta a documentação de enquadramento junto com a proposta. O caminho recomendado: começar por uma escola piloto, ver o painel funcionando com dados reais da rede, e então decidir a expansão.
Pedir o Raio X do meu município →Apresentação de 30 minutos com o diagnóstico educacional público do seu município. Sem compromisso.
Levamos para a conversa o diagnóstico educacional público da sua cidade (IDEB, distorção idade-série, indicadores por escola) e mostramos o painel do ALE funcionando. Em 30 minutos, a Secretaria sabe exatamente o que a rede ganharia ao enxergar o que hoje é invisível.
Atendimento por WhatsApp, em horário comercial. Sem compromisso.